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Surgimento de bactérias multirresistentes



Você já ouviu falar em bactérias resistentes a antibióticos? Segundo uma equipe de investigadores da Universidade de Aveiro (UA), as águas de esgoto das cidades e hospitais tratadas nas estações podem disseminar bactérias multirresistentes a antibióticos que não são eliminadas no tratamento que é previamente realizado, sendo posteriormente dispersas em oceanos e rios.

A ONU Meio Ambiente afirma que as redes de tratamento de esgoto não conseguem remover todos os antibióticos e bactérias resistentes da água. E que por mais contraditório que pareça, centros de purificação podem ser ambientes muito propícios para o desenvolvimento da resistência microbiana. Ademais, pesquisas mostram que microrganismos resistentes a diversas drogas são encontrados no mar, na agricultura e em regiões industriais e municipais de despejo de resíduos.

Essa contaminação é de extrema relevância, pois as bactérias não resistentes podem adquirir o gene resistente das bactérias que o possui, tornando-se semelhantes. Além disso, essa resistência pode se espalhar rapidamente, pois os locais em que tais bactérias são encontradas são de fácil acesso populacional.

Uma das bactérias resistentes é a denominada Escherichia coli (E. coli), que normalmente está presente no intestino de muitos animais e também nos humanos, mas que determinadas modificações podem causar intoxicação alimentar.

Portanto, é vital o conhecimento da água que usufruímos, pois se esta estiver com irregularidades pode acarretar em diversas doenças. Ademais, é válido salientar que infecções causadas por bactérias resistentes possuem um tratamento muito mais complexo do que o das bactérias comuns.


Mariana Parron, Assessora do Departamento de Relações Comerciais

Gestão 2018


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